quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

homogêneo


Um beijo! E todo o mundo some no fechar dos olhos, o paraíso vem à mente e logo torna-se realidade, o nervosismo se transforma em uma sensação melhor que a da morfina. Assim pode-se descrever aquele beijo, mas não um beijo qualquer, aquele beijo. O seu nome... Deixa pra lá.  Mais ou menos um metro e sessenta, três anos á mais que eu, e um rosto angelical; com o cabelo preto, liso e grosso.
Nunca um beijo foi tão bom, mas foi rápido de mais, poderia ter durado á eternidade que mesmo assim seria rápido de mais. Acostumado à delicadeza feminina de bocas finas, peles lisas e gosto suave.  O espetar dos pelos despertava meus extintos carnais, me arrepiava até o ultimo fio de cabelo e me secava a boca. Uma pausa, um respiro.  Logo sou surpreendido com sua mão em meu cabelo puxando meu rosto de encontro ao seu, e mais uma vez lábios com lábios, pele com pele, pelo com pelo e língua com língua...

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